UX Design e acessibilidade: a importância dessa relação

A relação entre UX Design e acessibilidade permite que desenvolvedores/as criem produtos livres de barreiras, que atendam a todas as pessoas. 

A elaboração de produtos cada vez mais eficientes e que ofereçam uma boa experiência para o usuário final é a principal tarefa de quem trabalha com UX Design. Para isso, os/as profissionais da área se dedicam a fazer testes, implementar recursos e atualizações e lançar novas versões aprimoradas de produtos digitais.

Porém, torna-se cada vez mais necessário pensar na relação entre UX Design e Acessibilidade, já que as empresas estão cada vez mais engajadas socialmente, preocupadas em entender a necessidade e a dor do outro e buscar maneiras de garantir que todos/as sejam incluídos/as e tenham acesso a produtos e serviços. 

Para que os conceitos de acessibilidade sejam aplicados no UX Design, é importante entender o que a acessibilidade significa na prática, já que ela vai muito além do design e do desenvolvimento de soluções digitais inclusivas. Neste conteúdo, você vai conseguir entender melhor essa relação. 

O que é acessibilidade e qual a sua importância na nossa sociedade?

A acessibilidade é a garantia de condições para que todas as pessoas possam utilizar serviços, meios de comunicação e informações, dispositivos, edificações, espaços públicos e privados e equipamentos urbanos com autonomia e segurança.

O conceito foi criado para permitir a inclusão, principalmente daquelas pessoas que têm mobilidade reduzida ou qualquer tipo de deficiência física. Ou seja, segundo essa ampla definição, também é necessário que empresas de tecnologia tenham uma política voltada para a acessibilidade digital.

Neste aspecto, é fundamental relacionar o trabalho de UX Design e acessibilidade, já que são essas áreas que ficam encarregadas de desenvolver produtos/serviços que sejam viáveis para todos os públicos, promovendo uma experiência satisfatória para todas as pessoas. 

Entre os recursos que são usados para criar a acessibilidade digital, estão os seguintes: leitores de tela, teclados e mouses adaptados e outras ferramentas que são essenciais para que pessoas com deficiência usem as soluções digitais sem barreiras.

No Brasil, a acessibilidade digital é garantida pela Lei nº 10.098, especificamente no Decreto nº 5.296/2004, Artigo 47, que trata da obrigatoriedade de que sites e portais da internet de órgãos públicos sejam acessíveis para deficientes visuais. 

Na verdade, quando pensamos em UX Design e Acessibilidade, estamos focados em realizar todos os ajustes técnicos que um time pode fazer para que pessoas com deficiência consigam usar a tecnologia para ter uma vida melhor, mais agradável, feliz e interessante.

UX design e acessibilidade: como se preparar para essa tarefa?

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 25% da população brasileira, ou aproximadamente 45 milhões de pessoas, têm algum tipo de deficiência.

Na prática, para além da acessibilidade como um compromisso social, muitas empresas precisam olhar este público como consumidores economicamente ativos que estão esperando por acessibilidade digital para usar aplicativos, sites, serviços de streaming, plataformas de compra, games e muito mais.

Neste contexto, a combinação de UX Design e Acessibilidade é a maneira pela qual as empresas que oferecem produtos tecnológicos podem fazer a inclusão social e a democratização do acesso aos produtos digitais para pessoas com deficiência.

Por exemplo: consumidores/as com dificuldade de locomoção e mobilidade, como aqueles/as que não conseguem movimentar as mãos completamente ou os braços, podem acionar serviços digitais por comando de voz ― e são os/as UX Designers os/as responsáveis por disponibilizar estes recursos para os/as usuários/as. 

A acessibilidade digital também deve estar voltada para pessoas com mais de 60 anos e aquelas que usam óculos. Ou seja, os produtos digitais podem ser construídos para melhorar a experiência de cidadãos e cidadãs que têm dificuldade para enxergar.

Em outros casos, a acessibilidade digital ainda é garantida para pessoas com limitações temporárias ― que são aquelas que fazem algum tratamento e que podem recuperar a saúde, como as que sofreram algum acidente, têm artrite, depressão ou tiveram um AVC.

Veja outro aspecto do UX Design e Acessibilidade: os produtos digitais em outros idiomas precisam ser traduzidos de maneira fiel às pessoas que não dominam inglês e outras línguas ou estrangeirismos que podem ser desconhecidos e que precisam ser explicados.

Na prática, o trabalho de UX Design e Acessibilidade Digital se desenvolve a partir de uma análise completa da interface e da tecnologia, com a finalidade de incluir recursos que possibilitem o uso por todas as pessoas, entendendo e respeitando suas características e limitações.

Dicas práticas de como praticar UX Design e Acessibilidade Digital

No trabalho, o UX Design e a Acessibilidade Digital podem ser executados desde a prototipagem dos produtos, já pensados e focados em fazer a inclusão de todas as pessoas, entre elas aquelas que têm deficiência permanente ou temporária.

Também devemos lembrar dos grupos que têm algumas características específicas, como no caso dos/as idosos/as e novos usuários. O UX Design e a acessibilidade digital podem ser aplicados para tornar o produto mais agradável para essas pessoas. 

Para isso, separamos algumas dicas para você adotar em seus próximos projetos. Confira!

Paleta de cores para acessibilidade

Principalmente para pessoas com problemas visuais, a paleta de cores pode ser elaborada para facilitar o acesso e a visualização. Lojas virtuais que comercializam roupas e produtos coloridos, por exemplo, precisam se preocupar com isso. 

O mesmo vale para a inclusão dos códigos das cores e para contraste das cores (luminosidade de fundo seguindo uma tabela), quando for necessário.

Para testar a conformidade dos contrastes de cores e fontes em um site, o time de UX design e acessibilidade digital pode usar algumas ferramentas gratuitas, como Colour Contrast Analyser, Contrast Ratio e Color Safe.

Transcrição de áudio

O time de UX design e acessibilidade digital deve se dedicar para garantir que o produto tenha uma ferramenta de transcrição de áudio, para oferecer um material escrito para deficientes auditivos. 

UX design e acessibilidade completa do site

O site, durante a sua prototipagem, já pode ser elaborado para ter uma estrutura em HTML que facilite os cliques para deficientes visuais, por exemplo. Além disso, a leitura do site deve ser acessível para todos/as, incluindo idosos/as e pessoas que usam óculos.

Um ponto importante é trabalhar na descrição detalhada de produtos, serviços e imagens para que todos/as tenham acesso às informações. 

Tamanho e tipo de fonte

O UX design e acessibilidade podem ser voltados para a legibilidade, com a escolha das fontes mais agradáveis e mais abrangentes para todas as pessoas. 

Neste caso, além de usuários que usam óculos, é preciso dar uma atenção maior àqueles/as que têm dislexia e aplicar o OpenDyslexic, com fontes apropriadas para essa parcela da população.

Idiomas

Já falamos sobre isso acima, mas vamos reforçar este ponto. Os produtos digitais devem ser acessíveis às pessoas que não falam um segundo idioma ou que não conhecem alguns termos muito específicos.

Com este foco, a equipe de UX design e acessibilidade deve se dedicar para que as traduções sejam fiéis.

A acessibilidade na tecnologia é a garantia da oferta de sites, apps e outros produtos digitais que não tenham barreiras para nenhum público. Essas iniciativas tornam possível a interação social e a inclusão para cada vez mais usuários. Coloque essa ideia em prática em seus projetos!

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